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Palavra solta    
 
     
Poesias da Poeta    
 

 Bailarina

entre ar/mada, rainha

atravessa a fogueira

zaguezeando centelha,

Abelha.

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suas palavras são lâminas

esperadas

riscas tez a tez, a oxigenar a madrugada

que em mim ainda não existe.

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Há um pertencimento solitário
tão legível como faíscas de arco-íris,
tons sobre tons
mastigáveis.



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O poema me chega

 Amanhecendo
atravessado por tempo longínquo

Arrepiei-me espelhada
ossos entre ossos, lúcida
cheguei ouvir as histórias ensinadas

e me vi entre sóis e luas
dia-a-dia, noite-a-noite

 poeta - lume. 
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